Espero que este espaço seja um meio de evangelização e divulgação da Doutrina Católica, especialmente voltado a catequese.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Conversa com Jesus
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
ADIVINHAÇÃO, HORÓSCOPO E MAGIA você acredita?
O que nos diz a Biblia?
“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus te dá não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se entregam a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus”
(Deuteronômio 18, 9-13).
O que nos diz o Catecismo Da Igreja Católica.
2115. Deus pode revelar o futuro aos seus profetas ou a outros santos. Mas a atitude certa do cristão consiste em pôr-se com confiança nas mãos da Providência, em tudo quanto se refere ao futuro, e em pôr de parte toda a curiosidade malsã a tal propósito. A imprevidência, no entanto, pode constituir uma falta de responsabilidade.
2116. Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro (45). A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos "médiuns", tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.
2117. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demónios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.
Tractatus de São Zenão, bispo de Verona e mártir do 4º século.
Ele apresenta aos neófitos o horóscopo que devem observar após terem renascido pelo batismo.
O primeiro a vos acolher não é Áries, mas o Cordeiro que não rejeita todo aquele que n’Ele crê. Ele revestiu a vossa nudez com o alvo candor de sua lã, com grande bondade derramou o seu leite bendito em nossos lábios que se abriam lamuriosos. Semelhantemente Ele, não como um Touro de pescoço soberbo, de cara agressiva, de chifres ameaçadores, mas como Vitelo ótimo, doce, carinhoso e manso, vos exorta a jamais buscar proteção em alguma atividade, mas a recolher – submetendo-vos sem malícia a sua canga e fecundando, submetendo-a a vós, a terra da vossa carne – nos celestes celeiros a rica safra das sementes divinas.
E mediante os Gêmeos que seguem, isto é, mediante os dois Testamentos que vos anunciam a salvação, vos exorta a evitar sobretudo a idolatria, a impureza e a avareza, que é Câncer incurável.
Mas o nosso Leão, como ensina o Gênesis, é o leãozinho cujos santos sacramentos celebramos, o qual, reclinando-se, adormeceu para vencer a morte e ressurgiu para conferir-se a imortalidade como dom de sua feliz Ressurreição.
Segue-lhe na ordem Virgem, prenunciando Libra, para nos fazer conhecer por meio do Filho de Deus, encarnado e nascido da Virgem, que a equidade e a justiça foram trazidos à terra. Quem as observar constantemente e as administrar fielmente pisará, com pés incólumes, não direi o Escorpião, mas, como afirma o Senhor no Evangelho, todas as demais serpentes.
Mas não deverá temer nem mesmo o próprio diabo, que é ferocíssimo Sagitário, armado de flechas incandescentes, constante causa de terror para os corações de todo o gênero humano. Porque assim diz o apóstolo Paulo: Revesti-vos da armadura de Deus para poder resistir às insídias do diabo abraçando o escudo da fé, por meio do qual podeis repelir todos os dardos incandescentes do maligno. De fato, ele por vezes lança contra os infelizes o Capricórnio, de aspecto deformado, o qual, atacando com seu chifre, sopra de seus lábios pálidos a espuma fervente de suas veias, com apavorante destruição e terríveis efeitos, sobre todos os membros de quem lhe é prisioneiro. Torna alguns loucos, outros furiosos, outros homicidas, outros sacrílegos, outros cegos pela avareza. Seria longo descer aos particulares: ele possui diferentes e inúmeras artes para causar danos, mas todas elas, escorrendo com suas águas salutares, o nosso Aquário como de costume tornou vãs, sem grande dificuldade.
Seguem-no necessariamente em uma única constelação os dois Peixes, isto é, os dois povos, Judeus e Gentios, que recebem a vida da água do batismo, marcados com um único sinal a fim de serem o único povo de Cristo.”
(Zenão de Verona, Trattati, a cura di G. Banterle e R. Ravazzolo, Città Nuova – Società per la conservazione della Basilica di Aquileia, Roma 2008, pp. 151-153.)
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Você não sabe o que é YOUCAT?
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)
Queridos jovens amigos!
Hoje, aconselho-vos a leitura de um livro extraordinário.
É extraordinário pelo seu conteúdo, mas também pelo modo pelo qual é formado, que eu desejo explicar-vos brevemente, para que se possa compreender sua particularidade. Youcat originou-se, por assim dizer, de uma outra obra, que surgiu em meados dos anos 80. Era um período difícil para a Igreja, assim como para a sociedade mundial, durante o qual se sugeriu a necessidade de novas orientações para encontrar uma estrada rumo ao futuro. Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e no mutante clima cultural, muitas pessoas não sabiam mais corretamente em que os cristãos deveriam propriamente acreditar, o que a Igreja poderia ensinar, se ela poderia ensinar algo a todas as pessoas, e como tudo isso poderia adaptar-se ao novo clima cultural. O Cristianismo enquanto tal não está superado? Pode-se, ainda hoje, racionalmente, ser crentes? Essas são perguntas que ainda hoje muitos cristãos se colocam. O Papa João Paulo II resolveu tomar uma decisão audaciosa: decidiu que os bispos de todo o mundo escreveriam um livro, através do qual responder a essas perguntas.
Ele confiou-me a missão de coordenar o trabalho dos bispos e assegurar que, das contribuições dos bispos, nascerie um livro – digo um verdadeiro livro, não uma simples justaposição de uma multiplicidade de textos. Este livro devia levar o título tradicional de Catecismo da Igreja Católica (CIC) e, todavia, ser algo de absolutamente estimulante e novo; devia mostrar em que crê a Igreja Católica e de que modo se pode crer de maneira racional. Fiquei assustado com essa tarefa, e devo confessar que duvidei que algo de similar pudesse surgir. Como podia acontecer que autores espalhados por todo o mundo pudessem produzir um livro legível?
Como podiam homens que vivem em continentes diversos, e não somente do ponto de vista geográfico, mas também intelectual e cultural, produzir um texto dotado de uma unidade interna e compreensível em todos os continentes? A isso, acrescentava-se o fato de que os bispos deviam escrever não simplesmente a título de autores individuais, mas em representação de seus coirmãos e das suas Igrejas locais.
Devo confessar que, ainda hoje, parece-me um milagre o fato de que esse projeto tenha alcançado seu objetivo. Encontramo-nos três ou quatro vezes no ano por uma semana e discutimos apaixonadamente sobre individuais trechos de texto que, no meio tempo, haviam sido desenvolvidos.
Por primeiro, se deveria definir a estrutura do livro: devia ser simples, para que os grupos individuais de autores pudessem receber um produto claro, e não deveria forçar um sistema complicado em suas afirmações. É a mesma estrutura deste livro; é trazida simplesmente de uma experiência catequética ao longo dos séculos: em que cremos / de que modo celebramos os mistérios cristãos / de que modo temos a vida em Cristo / de que modo devemos rezar. Não desejo agora explicar como nos desencontramos na grande quantidade de perguntas, com o risco de que não resultasse em um verdadeiro livro. Em uma obra desse gênero, muitos são os pontos discutíveis: tudo aquilo que os homens fazem é insuficiente e pode ser melhorado, e, apesar disso, trata-se de um grande livro, um sinal de unidade na diversidade. A partir de muitas vozes, pôde-se formar um coro, porque tínhamos a comum partilha da fé, que a Igreja nos transmitiu através dos séculos até hoje.
Por que tudo isso?
Já então, no tempo de produção do CIC, constatamos não somente que os continentes e as culturas dos seus povos são diferentes, mas também que, no interior das sociedades em individual, existem diversos "continentes": o operário tem uma mentalidade diferente daquela do agricultor, e um físico diferente daquela de um filólogo; um empreendedor diversa daquela de um jornalista, um jovem diferente daquela de um ancião. Por esse motivo, na linguagem e no pensamento, devemos colocar-nos acima de todas essas diferenças e, por assim dizer, buscar um espaço comum entre os diferentes universos mentais; com isso, tornamo-nos sempre mais conscientes de como o texto sempre pedia novas "traduções" nos diferentes mundos, para poder chegar às pessoas com suas diferentes mentalidades e diferentes problemáticas. Desde então, nas Jornadas Mundias da Juventude (Roma, Toronto, Colônia, Sydney), encontraram-se, provenientes de todo o mundo, jovens que desejam crer, que estão na busca de Deus, que amam a Cristo e desejam estradas comuns. Nesse contexto, perguntamo-nos se não deveríamos buscar traduzir o Catecismo da Igreja Católica na língua dos jovens e fazer penetrar as suas palavras no mundo deles. Naturalmente, também entre os jovens de hoje há muitas diferenças; assim, sob a comprovada liderança do Arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, formou-se um Youcat para os jovens. Espero que muitos jovens se deixem fascinar por este livro.
Algumas pessoas dizem-me que o catecismo não interessa à juventude hodierna; mas eu não acredito nessa afirmação e estou seguro de que tenho razão. A juventude não é tão superficial como é acusada de ser; os jovens querem saber de que consiste verdadeiramente a vida. Um romance criminal é emocionante porque nos envolve no destino de outras pessoas, mas que poderia ser também o nosso; este livro é emocionante porque nos fala do nosso próprio destino e, por isso, está intimamente relacionado a cada um de nós.
Por isso, convido-vos: estudai o catecismo! Esse é o meu desejo, de coração.
Esse subsídio ao catecismo não vos engana; não oferece soluções fáceis; exige uma nova vida da vossa parte; apresenta-vos a mensagem do Evangelho como a "pérola preciosa" (Mt 13, 45) pela qual preciso dar tudo. Por isso, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Sacrificai o vosso tempo para isso! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, leiai-o em duplas, se sois amigos, formais grupos e redes de estudo, trocai ideias pela Internet. Permanecei, de todos os modos, em diálogo sobre a vossa fé!
Deveis conhecer aquilo em que acreditais; deveis conhecer a vossa fé com a mesma paixão que um especialista de informática conhece o sistema operacional de um computador; deveis conhecê-la como um musicista conhece a sua obra; sim, deveis ser bem mais profundamente enraizados na fé da geração dos vossos genitores, para poder resistir com força e decisão aos desafios e às tentações deste tempo. Tendes necessidade do auxílio divino, se a vossa fé não quer secar como uma gota de orvalho ao sol, se não desejais sucumbir às tentações do consumismo, se não desejais que o vosso amor se afogue na pornografia, se não desejais ignorar os fracos e as vítimas de abusos e violência.
Se vos dedicais com paixão ao estudo do catecismo, desejo ainda dar-vos um último conselho: sabeis todos de que modo a comunidade dos fiéis foi, nos últimos tempos, ferida pelos ataques do mal, pela penetração do pecado em seu interior, também no coração da Igreja. Não tomai isso como pretexto para fugir do olhar de Deus; vós mesmos sois o corpo de Cristo, a Igreja! Levai o fogo intacto do vosso amor nesta Igreja, toda a vez que os homens tiverem obscurecido o rosto. "Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor" (Rm 12, 11).
Quando Israel estava no período mais negro de sua história, Deus chamou em auxílio não os grandes e as pessoas estimadas, mas um jovem de nome Jeremias; Jeremias sentiu-se investido de uma missão muito grande: " Ah! Senhor Javé, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança!" (Jr 1, 6). Mas Deus não se deixou induzir em erro: "Não digas: Sou apenas uma criança: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar" (Jr 1, 7).
Abençoo-vos e rezo todos os dias por todos vós.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=280300
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
“Nós representamos a Igreja”
Em estudos mais recentes, renomados historiadores, que pertencem ou não à alguma religião, em posse de novos documentos que oferecem registros mais detalhados em especial, da inquisição espanhola(1478 à 1834), trazem à tona uma visão desta que é muito diferente da que estava cristalizada na mente dos historiadores. O estudo é muito denso, onde convido os interessados a fazerem uma razoável pesquisa, a tempo sobre as demais inquisições também.
Somos curiosos e este é um estudo inteligente e profundo, onde à luz não só da fé que temos, precisamos observar mais do que a história, mas todo contexto que a envolve, bem como, época, crenças, cultura, economia, poder, influências, manipulação e etc...sem tendências.
Por isso sinto falta dessas conversas pessoalmente, estudos (sem nenhuma tendência)que podem nos ajudar a termos claros, assuntos dos quais muitas das vezes só repetimos o que ouvimos ou lemos. Somos maduros para isso.
Para tanto é necessário aprofundamento para não cairmos derradeiramente nas opiniões pessoais, porque, concordam? Não nos cabe a pessoalidade. Imagina se o povo que viverá onde vivemos, daqui há 100, 150, 300, 500, 1000 anos desprezar na história algumas das realidades que fazem parte de nossa vida hoje, onde muitas dessas não serão vistas, ficarão desprezadas no tempo, somente comentadas, levadas ao conhecimento pelos futuros "historiadores" deste tempo que advem que precisarão de nossas heranças em especial, a escrita, escrita por tantos, por quantos? Com opiniões diferentes, divergentes. No que poderão acreditar? De repente procurarão afinidade com o escritor tomando para si, na simpatia esta ou aquela corrente, como será? Não estaremos aqui para ver.
Em uma das discussões atuais, fico pensando: Se neste futuro não tão próximo, extinta por exemplo a fome, será que dentro do contexto histórico religioso, a ou as Igrejas serão vistas como culpadas pela fome, pela miséria, pelas pessoas moradoras de rua, de nossos tempos? Porque por exemplo o tempo todo nós, batizados, nos reunimos ao redor da mesa da palavra e da eucaristia, disponíveis ao compromisso com nossa fé, dizendo promover atitudes que favoreçam os à margem de nossa sociedade, mas eles continuam por aí. Será que seremos acusados de não sair pegando um e outro e levando para nossa casa? Culpados de dia a dia não prepararmos alimento suficiente e sairmos distribuindo ao povo? Ou seremos lembrados pela pena, talvez compaixão que alguém irá escrever que sentíamos? E Jesus é a nossa centralidade.
IGREJA
.Igreja (do grego εκκλησία [ekklesia] e latim ecclesia) é uma instituição
religiosa
cristã, hoje separada do Estado.
."Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano.", na qual a Igreja se refere ao grupo de cristãos a que pertençam tais irmãos.
Naquele tempo INQUISIÇÃO hoje Congregação para a Doutrina da Fé . O que faz? Difunde a Igreja Católica e defende nossa tradição.
A Igreja enquanto instituição não matava. Quem o fazia? Quem são os pecadores? A Igreja é Una e Santa, o homem era e é o pecador.
"Jesus entrega as chaves do Reino de Deus à Igreja, que é liderada pelo Apóstolo São Pedro e ..." hoje somos nós os apóstolos.
Não matamos em praças públicas,não tiramos a vida das pessoas a ferro e fogo, não caçamos bruxas (porque não acreditamos nelas, senão...caçaríamos), os tempos são outros. Mas moramos, nos alimentamos, nos vestimos, viajamos, enquanto outros filhos de Deus não tem nem o pão de cada dia.
Então a Igreja hoje por nos representada, não corrige as divergências sociais de hoje, por que?Não são mais aquelas pessoas, aqueles poderosos e influentes políticos do século XV, XVI..., mas somos nós os poderosos e influentes hoje. A IGREJA É CRISTO e Ele não matou, ao contrário, morreu por nós!.
Margareth Gomes
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O Senhor me basta, ou eu me basto? Que discípulo somos?
Qual é minha atitude diante do mundo de hoje? Qual a fidelidade que dispenso ao Senhor meu Deus?
É simples e cômodo ser cristão dentro de nossos templos e de nossos grupos pastorais. A grande dificuldade se encontra em viver nossa fé com continuidade em uma sociedade cada vez mais pagã, que recrimina e até despreza quem fala de Deus, que se dirá de quem vive e descansa no Senhor. Nestes momentos muitos tem a inclinação de mascarar a fé ou até ignorar-la completamente para não afrontar as pessoas na sociedade ou não ser escarnecido e desprezado. Aqui se identifica que tipo de discípulo somos.
No evangelho deste domingo dia 06/03/2011 (Mt 7,21-27) somos confrontados com dois tipos de discípulos. Aquele que conhece e até acredita no Senhor porem toma esta crença como única ação de fé, justifica-se somente pela fé em Cristo. E aquele que ouvindo a palavra se entrega completamente, assim como os reis magos tomam um novo caminho após conhecer a Cristo. O primeiro tentará se apresentar a Jesus exigindo reconhecimento por sua fé e dirão; “Senhor, Senhor! não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres?” Ao que Cristo responde “Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!”.
O verdadeiro discípulo é aquele que ouvindo a Palavra pauta nela sua vida, suas ações são direcionadas a viver com Cristo, por Cristo e em Cristo, vive a simplicidade do anuncio sem recorrer a ações grandiosas e exibições através do anuncio vazio da palavra.
O discípulo verdadeiro em sua humilde sabedoria, oriunda da escuta da Palavra, se deixa conduzir pelos ensinamentos de Cristo em expressão máxima da liberdade recebida de Deus junto com o dom da vida. Não importa qual seja a dificuldade ou a provação a que é submetido, se mantém firme e caminhando sempre em direção a casa do Pai. No fim da caminhada não terá necessidade de se anunciar e apresentar a Cristo gritando; Senhor, Senhor! Sendo acolhido em silencio, pois sua vida e o testemunho da verdadeira fé que operou em sua caminhada o apresentam. Uma fé viva cheia de obras.
Diác. Adriano Gomes
terça-feira, 28 de junho de 2011
A intolerância dos “tolerantes”
Hoje ser católico voltou a ser condição de risco e perseguição. Declarar-se a favor da família tradicional ou da família segundo o plano divino, a lei natural e o senso comum é motivo de expor-se ao terrorismo midiático que trata como preconceituoso e obscurantista quem não aceita moldes desajustados. Pensar em decoro, decência ou pudor por não falar de virtude de castidade é sinônimo de loucura e pode dar prisão se for aprovada a lei de homofobia. O totalitarismo do politicamente correto gerou nos países do ocidente uma legislação de pseudo direitos, exacerbados e individualistas que desagregou a sociedade, dissolvendo-a, incensando um Estado Babá, que pontifica o que é moral para os cidadãos.
O padrão de normalidade é dado pela anomalia ou pela desconstrução dos valores essenciais da humanidade. O que se almeja é uma sociedade consumista e robotizada com mentes programadas e dóceis, rumo a um neopaganismo hedonista. A tirania do prazer a qualquer preço traz um sabor amargo de violência, drogas e aniquilação da pessoa humana. Mas em todo este horizonte de confusão e esboroamento do bem comum, brilha a sabedoria divina como sinal de contradição.
O católico mais que nunca é convidado à santidade e ao martírio do testemunho coerente de vida que vence o mundo, e que é capaz de transformar a história gerando a civilização do amor, a cultura do dom e do dar-se. Uma vez mais devemos reafirmar esta convicção: Cristo e cada um de nós somos maioria absoluta e fazemos diferença no meio de uma massa teleguiada, que aprisionada numa gaiola de ouro materialista suspira pela verdadeira libertação.
+ Dom Roberto Francisco Ferrería PazBispo Auxiliar de Niterói