sexta-feira, 11 de julho de 2014

O que busca, benção ou a Salvação?

 
 
 
Uma frase do meu amigo Wagner Rocha me chamou atenção ontem:

“MUITA GENTE SÓ VAI A IGREJA POR CAUSA DAS BENÇÃOS DE DEUS E ESQUECE O MAIS IMPORTANTE A SALVAÇÃO.”

Vamos refletir com Wagner.

Como tem sido minha relação com Deus? um escambo? um toma lá da cá?
Me relaciono com Ele pela teologia da prosperidade? a qualquer sinal de dificuldade me afasto dele?
Se não há benção não há fé?
...
Será que o que queremos e vislumbramos como benção, realmente o é? as vezes não receber aquilo que desejamos é a verdadeira benção, pois é o que Deus tem de melhor para nossa vida, para vida que não se acaba, a vida em abundancia, a vida eterna.

Quantas vezes reclamamos por não conseguir algo que pedimos com tanta "fé"? e não olhamos para além de nossos desejos (SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, Pai nosso, lembram?) as vezes o que nos leva a salvação, a vida eterna, esta em não ter o que queremos.

Nunca se decepcione com Deus, Ele não nos desampara nunca, mesmo quando achamos que sim, lá esta Ele por nós. Descansai nos Braços do Senhor.
 
                                                        Diác. Adriano Gomes
 
 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Missionários da Liturgia?



Monsenhor João Alves Guedes

 

          A Igreja está sempre nos recordando a incompatibilidade que há entre sermos cristãos e não sermos missionários. O ser do cristão se alimenta continuamente no ser missionário. A Igreja possui todos os ingredientes divinos e humanos para oferecer-nos suportes na realização de um trabalho pela construção do Reino, onde homens e mulheres tenham condições de crescerem como pessoas queridas e amadas do Pai do céu. A Igreja nos defende já em nossa concepção; recebe-nos como filhos; oferece-nos o Pão do Céu; unge-nos para termos forças e nos envia como trabalhadores de uma grande lavoura cuja produtividade e colheita podem correr perigos sem a nossa constante atividade. Esta lavoura é ampla, diversificada e oferece trabalho para todos. Há muitas tarefas desde a sala de nossa casa, na vizinhança, nas ruas, nas famílias e em todos os lugares do universo. Esta é a visão de conjunto no campo da missionariedade. Não podemos pensar que o trabalho missionário esteja longe. É claro que a missão continental e além fronteiras são preocupações de toda a Igreja.

          É sensato pensarmos com seriedade nossas atividades caseiras, paroquiais e arquidiocesanas não numa dimensão de excentricidade, mas de responsabilidade, tomando como meta a realidade do Corpo de Cristo, edificado pelos seres humanos espalhados pelo mundo inteiro mas que também estão muito perto de nós.

          Cada função contemplada nas Dimensões da Ação Evangelizadora é missão urgente. Neste sentido, qualquer encargo assumido com esforço, responsabilidade e doação contempla fortemente o apelo missionário da Igreja.

          As atividades voltadas para a Sagrada Liturgia, a pastoral litúrgica, as comissões diocesanas e paroquiais e o ensino da Liturgia continuam sendo uma preocupação da Igreja no cinquentenário da Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Liturgia.

               Há muito para plantarmos, cuidarmos e colhermos nesta lavoura do trabalho com a pastoral litúrgica recheada de aventuras. Parece que a pastoral litúrgica, que ainda não se tornou prioridade entre nós, é um vasto terreno de “missão”. Carecemos de muitos e excelentes “missionários” da liturgia. Afinal, o sujeito da missão se encontra em todas as pessoas oferecidas ao Pai no lenho da cruz pelo Cristo que venceu a morte, está vivo e ressuscitado, presente e atuante na vida e na história de cada pessoa e a Liturgia nos proporciona um encontro comunitário e pessoal com o Senhor que é o centro de toda ação litúrgica.

          Os cinquenta anos da Constituição Sacrosanctum Concilium poderia e deveria ser um espaço em nossa história eclesial que vive à luz do Concílio Vaticano II, um tempo de ação de graças, de reflexão, estudo e melhor estruturação de nossa caminhada litúrgica. Ação de graças pelo grande dom que o Espírito Santo nos deu através dos dezesseis documentos do Concílio, sendo a Sacrosanctum Concilium o primeiro a ser aprovado; reflexão e pedido de perdão por não termos caminhado mais e melhor em tudo o que nos trazem as determinações litúrgicas entre tantas outras provenientes do magistério da Igreja.

          O estudo da Liturgia precisa seguir as determinações da Igreja para os padres conhecerem com segurança as maravilhas do Deus Uno e Trino, a Virgem Maria e os Santos na mística das celebrações litúrgicas das quais eles são os presidentes. Graças a Deus, alguns institutos de formação dos padres estão levando a sério o estudo da Sagrada Liturgia.

          A melhor solução no serviço à pastoral litúrgica e na condução dos ritos que nos levam ao mistério celebrado, não é e nunca será um retorno ao passado e nem a invenção de um grande aparato de ritualismo sempre danoso à ação celebrada. O rito executado com segurança é a expressão segura da epifania do Mistério Pascal. É urgente a presença do indispensável bom senso para que se desenvolva o rito na utilização de uma simbologia exigida pela seriedade da ação celebrada. Quando se utilizam pessoas e objetos em demasia, sufoca-se o rito e a comunicação com o sagrado se dispersa. O equilíbrio e a sensatez não podem ficar fora do contexto amadurecido de uma ação litúrgica.

          O espírito e a ação missionários são ingredientes do nosso ser de cristãos. A Liturgia perpetua a ação de Jesus entre nós e nos fortalece para o serviço maduro e continuado.

          Todo e qualquer trabalho de um cristão tem que ser assumido como fonte de missão. A Liturgia emana uma fonte perene de graças; por isso, ela é uma fonte de missão e os operários das ações litúrgicas devem se sentir missionários.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O MUNDO POSSUI UM FRANCISCO




Monsenhor João Alves Guedes

 

Abre-se a porta do avião e milhares de olhos se voltam para um hóspede que desembarca num país chamado Brasil. Era o sumo pontífice, o santo Padre Francisco ou, simplesmente, o papa, o Bispo de Roma, como ele prefere ser chamado.

Ao caminhar para o cumprimento das pessoas, já podíamos perceber que se tratava de alguém dotado de equilíbrio poucas vezes apreciado.

O veículo que o conduzia era simples e de cor diferente dos demais.

O vidro aberto nos possibilitava ver Francisco que nos recomendava    abrirmos as portas do coração, dos ouvidos e da inteligência, porque grandes surpresas estavam para acontecer.

O povo vibrava.

Nem a incompetência das pessoas responsáveis pela segurança papal atrapalhava o doce homem de branco, Cristo entre nós. Aliás, uma leitura do que ele nos queria dizer com o vidro do carro aberto é forte demais.

Ao longo do percurso, iniciava-se um lindo ritual de tomar as crianças nos braços, neste país onde as crianças, os idosos e os pobres não encontram abertas muitas portas de casas, hospitais e escolas.

No encontro com as autoridades desta terra, Francisco revelou que trazia um presente para esta Nação, que, às vezes, bate nos fracos e protege os mais fortes. Ele trouxe Jesus Cristo.

Na cidade do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa que guarda tantas belezas e tantas pobrezas, era fácil vermos as bandeiras que tremulavam em cento setenta e cinco países-cores; os jovens repletos de brilhos, envolvidos pelas danças, que cantavam no frio e na chuva.

Não queríamos o “papa móvel”, mas o “papa imóvel”. Todos queriam tocá-lo e dizer: “Francisco, eu te amo, o Brasil e o mundo te amam.”

 No Santuário de Aparecida, Francisco falou com a Mãe e a Mãe certamente sorriu para ele. 

Na comunidade de Varginha e no hospital São Francisco, contemplamos um dos momentos fortes da presença de Francisco entre nós: o papa falou, caminhou, sorriu, emocionou, abraçou e abençoou muitos irmãos nossos, esquecidos da sociedade e vitimas das agruras das mais diversas necessidades. Como se sentirão os idosos, os jovens necessitados e as crianças depois que Francisco esteve com eles?

A exemplo do Francisco de Assis, nosso Francisco parecia chamar de irmãos os montes, as colinas, os pássaros, as praias, as ruas, mas guardava para as pessoas um aconchego especial.

As pessoas estavam deslumbradas: lágrimas brotavam de emoção em milhares de faces. Os corações batiam mais forte. O céu parecia estar mais vizinho de todas as pessoas. O Campo da Fé, local anteriormente programado para receber os peregrinos e o Papa, estava repleto de lama. Ninguém previu  que poderia chover ?!..Então, lembrou-se de Copacabana; ah, Copacabana! Ali, sempre existiu um campo de beleza, de ternura, de cantos e encontros, de versos e poesia. Naquele lugar atapetado pela areia e enfeitado pelas águas quase dez milhões de pessoas se aglomerou durante as quatro celebrações do Papa Francisco. O coração do povo se alegrava, a fé aumentava, renascia a esperança e o desejo de “ver” o céu amadurecia.

Nunca vimos na história do Rio de Janeiro tanta gente reunida cantando, rezando, vibrando e silenciando em momentos divinos quando a Trindade Santa falou através do barulho das ondas do mar. Quase quatro milhões de pessoas de todas as partes do mundo, presentes naquele histórico domingo de sol, sentia o amor de Deus agindo fortemente na história da humanidade de hoje, escrita com lágrimas, sangue e morte de tantos irmãos nos diversos continentes.

Como os momentos de transfiguração passam rápido e o Tabor não é morada definitiva, o Papa Francisco começava suas despedidas, no feliz domingo dia 28 de julho de 2013, na maior celebração da missa de envio. Todos os homens e mulheres presentes e ausentes foram enviados a buscarem a cultura do encontro.

 Vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores, chefes das Nações, principalmente do Brasil não podem cultivar uma cultura em que existam privilegiados recebendo honras, glórias e fortunas em detrimento das dores do nosso povo, vítima da maldade da ganância do “ter mais”.

 A simplicidade deve estar presente na missão dos bispos e padres para que eles sigam ao encontro do povo de Deus a eles confiado. Não se mede a seriedade dos homens que receberam o sacramento da Ordem pela suntuosidade de vestes, carros e casas, mas pela nobreza da pobreza evangélica.

Finalmente, Francisco retornou à Cidade Eterna, com sua maleta que contém alguns objetos e que, com certeza, levou, no coração, todos nós que o vimos e o ouvimos.

O Brasil, depois do Papa Francisco ter pisado em nossa terra, precisa ser melhor. Você e eu precisamos ser melhores.

Abençoe-nos, querido Papa Francisco, porque nós já o abençoamos.             

   

  (¹) Monsenhor João Alves Guedes – Escritor, Professor, Assessor de Liturgia do Regional Leste 1 da CNBB e Pároco da Igreja São Lourenço de Niterói RJ

 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Proclamação da Palavra, Presença Real de Cristo


 

Quero aqui fazer uma breve reflexão sobre a primeira parte da Celebração Eucarística.

Na encíclica Mysterium fidei, o Papa Paulo VI refere-se a uma presença real de Cristo na Palavra que mesmo sendo diferente, é tão concreta e real quanto na Eucaristia. Sendo a Eucaristia o ápice da celebração muitas vezes esquecemos que Cristo tem presença real durante toda a celebração, Na proclamação da Palavra há a presença real de Jesus Cristo que dura enquanto dura a celebração e a presença real (substancial) na Eucaristia, que dura enquanto existe a substancia. São duas mesas que se interligam e complementam, não podemos ir à mesa da Eucaristia sem passar pela mesa da Palavra.

A Dei Verbum (n. 21) nos diz que:

A Igreja sempre venerou a Sagrada Escritura da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor; sobretudo na Sagrada Liturgia, nunca deixou de receber o Pão da Vida tanto da mesa da Palavra de Deus como da mesa do Corpo de Cristo, para oferecê-los aos fiéis.

Após o concilio Vaticano II tornou-se impossível dissociar na Missa a Liturgia da Palavra da Liturgia Eucarística, pois estas duas partes constituem um só e único ato, a Missa. Assim nos ensina a SACROSANCTUM CONCILIUM:

As duas partes de que se compõe de certa forma a missa, isto é, a liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística, estão tão estreitamente unidas, que formam um só ato de culto. Por isso, o sagrado Concilio exorta com veemência os pastores de almas a instruírem bem os fiéis, na catequese, para participarem da missa inteira, especialmente nos domingos e festas de preceito. (SC, n. 56)

 Não podemos celebrar a Eucaristia sem celebrar primeiro a Palavra, da mesma forma que é impossível celebrar a Palavra sem celebrar a  Aliança. Para uma celebração Plena não nos basta apenas “ouvir” a Palavra, torna-se necessário a percepção da Presença real de Cristo na proclamação da Palavra, e assim venerar Cristo nela, acolhendo pela fé, amando e seguindo-a em resposta de amor a Voz de Deus que vem nos alimenta com o Pão da Vida a partir da mesa da Palavra, como um antepasto a ceia principal, nos proporcionando participar na comunhão fraterna da mesa da Eucaristia. Assim temos certeza que a Palavra proclamada é o fundamento da Eucaristia, a Nova e Eterna Aliança.

Ai esta o cumprimento da promessa de Jesus Cristo de permanecer conosco até o fim dos tempos, mesmo quem não tem como viver a plenitude da Presença de Cristo, não podendo participar da Comunhão fraterna da Mesa da Eucaristia, participa da Mesa da Palavra desfrutando ainda assim da presença Real de Cristo.

Tendo em vista o que refletimos acima, questiono a todos nós:

Damos a real importância a Liturgia da Palavra nas celebrações? Percebemos que Cristo já se faz presente e o tratamos com a devida dignidade? Ou passamos pela Liturgia da Palavra, direto para Mesa da Eucaristia?

Não há como viver Cristo pela metade, como sempre nos exortou Dom Alano; “...Ou Cristo por inteiro, ou nada!”.

 

Diác. Adriano Gomes

 

Bibliografia:

·        Mysterium fidei

·        Dei Verbum

·        SACROSANCTUM CONCILIUM

terça-feira, 3 de abril de 2012

Conversa com Jesus


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Conversa com Jesus numa tarde de Sexta-feira Santa

 
A tarde cai por detrás da serra, a luz se esvai no clarão do mar.
Você, Jesus carregou – você mesmo – a cruz às costas (Jo 19,17). É como se visse Abraão e Isaac subindo o monte Moriáh. "Meu pai, aqui estão o fogo e a lenha. Mas onde estará o cordeiro para o holocausto?" (Gn 22,7). Deus providenciará! Subiu o pai, repetindo, para si mesmo. A cada passo, uma nova repetição. A cada nova repetição, uma força a mais para se apegar ao impossível.
Agora, Jesus, é a sua vez de repetir: O Pai providenciará. Mas, e se o Pai se cala: silencia toda palavra, todo gesto, toda intenção? Naquele oceano de dor, o que mais lhe doía era a ausência de quem sempre esteve lá e não poderia deixar estar, justo ali?"Por que me abandonaste?" (Mt 27,46). Onde estaria o cordeiro para o holocausto? Onde Pai? Você, meu Filho, você é o cordeiro.
Faltem-me todas as presenças. Esvaziem-se todas as vozes. Quanto mais funda se tornar a areia sob meus pés, quanto mais cortante for o vento, quanto mais cerrado o nevoeiro, ainda mais nítida se torne sua voz, com uma palavra única, uma palavra só, e somente esta: Sou eu, não temas! São seiscentos metros desde o horror do pretório ao horror do Calvário. Pouco, para quem caminha em vida. Muito, para quem se arrasta à beira da morte. Mas eu peço: não pare, Senhor.
Nem desça da cruz, por favor. Não se permita não alcançar o fim. Que será de nós se esse rio não desaguar no mar? Deixe que se arrastem as três intermináveis horas. Espera o fel para os seus lábios. Oferece o lado para o rasgão bendito. Fique até o fim. Mostre ao mundo a distinção essencial entre acabar e consumar-se. Não tivemos água para sua sede. Não tivemos ombro para o seu cansaço. Não tivemos remédio para sua dor. Algum dia, tivemos algo mais do que vinagre? Que lugar ocupamos na distância que lhe trouxe até esse topo de colina? Quem fomos ao longo desse caminho amargo: a Mãe, Cireneu, Verônica, as mulheres, Pedro, os soldados?
Agora, Senhor, descanse seu sono, breve como a aragem da manhã. Você foi além do esperado, do previsível, do prometido. Já o sol se põe, lá longe. As espigas dançam ao vento, douradas de luz, do mais lindo sol poente que já houve. Os homens ainda não sabem que estão libertos de antigas cadeias. Mas eu sei. Nós dois sabemos. Outros saberão. E, se um dia, sopros misteriosos apagarem todas as estrelas e a luz se apagar, e mãos invisíveis soltarem todas as tempestades... Se um dia, a desolação interior nos levar a exclamar: Por que me abandonaste?... É que chegou a hora da plenitude, a nona hora: a nossa hora. Estaremos prontos e seremos dignos? Até o fim?
"Das profundezas minha alma clama a ti. Deus meu, ouve o meu grito!" (Sl 129).
Você, Senhor, desceu até águas profundas e se afogou cercado de sombras. Mas nessa hora, ouviu-se a voz do Pai, que parecia ausente, se manifestar. Não era possível que a morte ocupasse o centro da sua vida e o vazio, o centro de tudo que você foi. Você arrastou consigo a miséria do mundo para o nada em que se viu convertido. Enfim, o Pai o chamou, e o ergueu e você está nas em Suas mãos. Tudo se consumou! Pelas rotas escuras da noite avança a aurora. Das entranhas da morte brota e cresce, ereta como o cipreste, a árvore da ressurreição. Ainda que outros digam que nada mudou, a mão do Pai se manifesta, e Ele diz à morte: Jamais terás a palavra final!
"O Senhor é o pastor que me conduz, nada me falta. Passarei os mais negros abismos, sem temer mal nenhum" (Sl 23).
Mais dia menos dia, terei também eu a chance única de dizer ao Pai, que a grande homenagem a ser a Ele prestada, é a de aceitar, todo dia e a cada instante, não poder ver um palmo diante dos olhos e, mesmo assim, confiar e prosseguir. Que rumo tomará minha vida? Não sei nem me importo. O Pai sabe: só isso importa.
Fui morto na cruz com Cristo. Vivo, mas já não sou mais eu que vivo: é Cristo quem vive em mim (Gl 2,19).
Acabou? Não! Apenas começou.
Agora, Senhor, é a hora das lâmpadas se encherem de óleo, das figueiras estéreis florescerem, da colheita, da festa de casamento e da dança. As cadeias irão se abrir, as espadas vão se enferrujar. Chegou, enfim, o dia de ver o Pai vestindo os lírios do campo e alimentando os pardais, pelas praças.
Que ao seu Nome, Jesus, todo joelho se dobre, no céu, na terra e sob a terra, e toda língua confesse, que só você é o Senhor, para a glória de Deus, o Pai. Amém!

 

 
+ Dom José Francisco Rezende Dias
Arcebispo Metropolitano de Niterói