Maria Eduarda Nogueira de Paula, carinhosamente conhecida como Duda, foi uma jovem católica de Juiz de Fora (MG) que faleceu aos 17 anos em decorrência de um câncer. Nascida em 28 de dezembro de 2007, ela é descrita pelo arcebispo-emérito dom Gil Antônio Moreira como uma "versão feminina de são Carlo Acutis" devido à sua profunda devoção e semelhança espiritual com o jovem beato.
Sua trajetória de fé foi marcada por uma entrega total a Deus e à Igreja, especialmente durante o período em que enfrentou a doença:
- Raízes e Início na Fé: Desde a infância, Duda participava ativamente da vida paroquial, atuando em procissões e coroações marianas. Recebeu a primeira comunhão em 2017 e serviu como coroinha.
- Enfrentamento da Doença: Aos 14 anos, foi diagnosticada com sarcoma de Ewing em estado avançado. Durante o tratamento, que incluiu uma fase na Espanha, ela enfrentou complicações graves, como uma lesão no esôfago que a impedia de engolir; em certo período, alimentou-se apenas da Eucaristia por cinco dias.
- Alegria no Sofrimento: Aqueles que a conheceram relatam que ela vivia a dor com alegria, sem reclamações, e chegava a agradecer pela doença por sentir que podia se unir ao sofrimento de Cristo. Sua frase marcante era: "De que adiantaria ser curada logo, esquecer o milagre e abandonar a fé?".
- Evangelização Digital: Assim como Carlo Acutis, Duda utilizava a internet para evangelizar, realizando transmissões ao vivo para rezar o terço e falar sobre a vida dos santos. Ela também aprendia a fazer rosários online, vendendo-os para ajudar no custo do tratamento e distribuindo-os para incentivar a devoção mariana.
- Apostolado Familiar: Duda foi fundamental na vida espiritual de seus pais, incentivando-os a casar na Igreja e a receber os sacramentos. No Natal de 2024, seu pedido de presente foi que a família se confessasse para passar o nascimento de Jesus em estado de graça.
- Fama de Santidade: Maria Eduarda faleceu em 17 de janeiro de 2025. Devido ao seu testemunho, dom Gil Antônio Moreira entregou ao papa um dossiê sobre sua vida em julho de 2025, afirmando que ela possui fama de santidade em Juiz de Fora.
Seu quarto no hospital era descrito como um local de celebração e oração, e sua vida é vista como um exemplo de virtudes heroicas e amor às almas.
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