quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Virtudes

“Somente as Virtudes – com a graça de Deus – tem a “força”, o “poder”, a “capacidade” de ordenar e governar a nossa conduta, sem desvios nem desastres.”
(Faus, Francisco. A CONQUISTA DAS VIRTUDES, Editora Cléofas).



O Catecismo nos lembra que as virtudes regulam nossos atos, ordena nossas paixões e nos guia segundo a razão (sim, sempre) e a Fé (incontestável).

Observando a sociedade hoje, onde diversos comportamentos extremados se dão, ficamos nos questionando o porquê. Uma boa parcela dessa sociedade pode, com certeza, afirmar que falta nos dias de hoje conceitos, limites, noções de moral que se perderam no caminho. Eu, com frequência, tenho apontado a visível ausência de uma educação familiar como causa primordial, mas também me questiono se na verdade há essa educação, porém sem os parâmetros e fundamentos que vivenciei na minha família, dai não só a possível ausência da educação Familiar, mas potencialmente a ausência de parâmetros e fundamentos nessa educação. Pior que não haver uma família para dar a educação, grande mal que vivenciamos na realidade de hoje com a degradação da família, pior é a educação familiar por indivíduos que na intenção de prover essa educação, a provem de forma deficitária, desordenada e, até, corrompida.

Lendo sobre a Conquista das Virtudes, recomendação do Diretor espiritual dos Diáconos do Vicariato Alcântara, Pe. Daniel Uberti, percebi que nossas vidas tem grande necessidade das “VIRTUDES” para ter um direcionamento alinhado com os costumes (do latin “mores”), comportamentos habituais, a boa e velha, não ultrapassada ou invalida, MORAL. As virtudes ao contrário do que se pensa não são definidas ao bel prazer do indivíduo, muito menos são propriedade dele, que pode ser moldada e adaptada de acordo com seu modo de vida. Há dois grupos de virtudes fundamentais As Cardeais (humanas), também chamadas de morais e as sobrenaturais, chamadas Teologais. As Teologais, por serem sobrenaturais, são dons de Deus concedidos a nós (fé, esperança e caridade) sem as quais não conseguimos adquirir, isso mesmo adquirir, e cultivar as Virtudes Cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança).

As virtudes humanas são adquiridas, e adquirir essas virtudes transcende o querer ou o poder, é algo que conquistamos sem querer conquistar. Adquirimos as virtudes, não como perfumaria comportamental ou realização pessoal, as virtudes não são vitrines da vaidade pessoal ou componentes curricular. As virtudes humanas são, conforme nos diz o CIC no n. 1804, atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade.

Os males do mundo só tem uma cura, o retorno da educação familiar, a educação verdadeira que prove as ferramentas para o indivíduo adquirir durante sua vida As virtudes necessárias para compreender e caminhar no mundo, enquanto aguardamos o termino dessa passagem temporária que nos conduz até o limiar do caminho, onde deparamos com a definitiva conclusão, eterno vazio ou plenitude da Alegria. Abraçar e aderir as Virtudes Teologais nos auxilia a adquirir as Virtude humanas que nos garantem caminhar com eficiência, sendo nesse caminho a presença de Nosso Senhor na vida dos que passam por nós e caminham conosco, em especial de nossa família, a quem devemos proporcionar o ambiente necessário para fomentar as Virtudes e a aquisição delas por parte de nossos filhos e filhas. Resgatar em nossos corações as Virtudes Teologais, abraçar definitivamente a Família, núcleo fundamental da Vida, da Sociedade, da Igreja, de tudo que somos e temos potencial de ser, proporcionar terreno fértil para o cultivo das Virtudes. Sejamos agentes da mudança que tanto queremos.


Diác. Adriano Gomes.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

...Conservar num coração puro o que nossa boca recebeu...

Quando purificamos o cálice, ao termino do rito da comunhão, recitamos a seguinte oração em silêncio; "Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno".

Penso muito nesta oração quando saio da missa e vou para o mundo com a missão de levar a todos o que recebemos gratuitamente de Deus.

...Conservar num coração puro o que nossa boca recebeu... Quantas vezes nossa boca se torna causa de um coração impuro em nossas vidas? Quantas atitudes, até mesmo na porta da Igreja ao termino da Sagrada celebração da Santa ceia, nossas atitudes e omissões vão contra o que professamos e agridem o que trazemos em nossos corações após a comunhão?

O mundo precisa de remédio, não de veneno ou pragas. Precisamos fazer de nossa dádiva um verdadeiro remédio, conservando nossos corações puros e sendo capazes de distribuir o remédio que recebemos. Ser capazes de servir e amar sem condições ou até mesmo razão, amar como Deus nos ama, como Cristo nos ensinou a amar, servir e se sacrificar é parte do caminho, carregar nossas cruzes, mas nunca parar e olhar para traz, sempre caminhar em frente em direção a Graça de Deus. Que possamos conservar em um coração puro a Dádiva que nossa boca, ouvidos e sentidos receberam de Cristo Jesus, doando-se como ele ao próximo, amando mesmo aqueles que nos ferem. Mostrando a outra face, não a face humana, mas a Divina que Cristo nos empresta.

Diác. Adriano Gomes

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Nulidade Matrimonial não é anular um Matrimônio!

Queridos Irmãos,


Mais uma vez a mídia (imprensa) escreve como quer, modificando as palavras, achando que irá gerar mais impacto ao público, e, de fato, realizando a distorção e corrupção da realidade, mesmo que por ignorância (Desconhecimento/falta de preparação). Mas é grave essa pratica. A notícia de que o Papa Francisco está - através de dois documentos Mitis Iudex Dominus Iesus (Senhor Jesus, meigo juiz) e Mitis et misericors Iesus (Jesus, meigo e misericordioso), apresentados na Sala de Imprensa da Sé – querendo simplificar o processo de nulidade matrimonial. A imprensa anuncia como "proporcionar a anulação do matrimônio". Temos que ter em mente que o Processo de Nulidade não anula um matrimônio, mas investiga a possível nulidade de um Matrimônio que pode ter sido nulo em sua raiz por diversas causas, há diversos matrimônios que embora celebrados podem ter tido algum fato ou causa de nulidade que o faz nulo. A Igreja não anula um matrimônio valido, mas detectando que houve nulidade intervém declarando sua nulidade e corrigindo o registro no livro do Batismo, tornando este cristão livre para validamente contrair o matrimônio, mesmo que com outro conjugue.


Diác. Adriano Gomes

domingo, 14 de junho de 2015

Como esta sua Pastoral em relação a Formação?

"Direito Canônico e Pastoral, longe de se excluírem, completam-se. Uma verdadeira pastoral, digna deste nome, não pode perder-se em fantasias ou arbitrariedades, sobretudo quando se quer uma "pastoral de conjunto". Do mesmo modo, na Igreja, uma legislação digna deste nome não pode esquecer a solicitude pelas pessoas às quais se dirige."
Pe. Rubens Miraglia Zani, Diocese de Bauru.
Penso que a pastoral que depende unica e exclusivamente de que lhe indiquem o que e como fazer, ainda esta em um processo embrionário e com uma longa caminhada a percorrer até se tornar uma real pastoral. A dificuldade encontrada em muitas comunidades para efetivar a Pastoral de Conjunto esta simplesmente na realidade de que ainda não possuem de fato pastorais, mas grupos que piedosamente realizam ações pastorais buscando atender as necessidades locais, longe de questionar sua validade e efetividade ou querer a profissionalização o que levaria para longe do objetivo de pastoreio, mas é necessário darmos a estes grupos a condição de se tornarem PASTORAL, para isso é necessário incentivar e fornecer a devida formação aos agentes pastorais bem como a animação e acompanhamento permanente por parte dos seus Párocos, Vigários e Diáconos. 
Uma pastoral deve ter bem claro que alem do seu serviço próprio, e da piedosa colaboração as demais pastorais, deve-se ter programado um tempo de formação e um tempo de deserto, retiro, para fortalecer seus membros na fé e na caminhada pastoral e possibilitar uma perseverante e coerente ação junto a Igreja e seus fieis e na missionaria evangelização, levando com propriedade a Boa Nova a todos, como nos pede Cristo.


Diác. Adriano Gomes

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O que busca, benção ou a Salvação?

 
 
 
Uma frase do meu amigo Wagner Rocha me chamou atenção ontem:

“MUITA GENTE SÓ VAI A IGREJA POR CAUSA DAS BENÇÃOS DE DEUS E ESQUECE O MAIS IMPORTANTE A SALVAÇÃO.”

Vamos refletir com Wagner.

Como tem sido minha relação com Deus? um escambo? um toma lá da cá?
Me relaciono com Ele pela teologia da prosperidade? a qualquer sinal de dificuldade me afasto dele?
Se não há benção não há fé?
...
Será que o que queremos e vislumbramos como benção, realmente o é? as vezes não receber aquilo que desejamos é a verdadeira benção, pois é o que Deus tem de melhor para nossa vida, para vida que não se acaba, a vida em abundancia, a vida eterna.

Quantas vezes reclamamos por não conseguir algo que pedimos com tanta "fé"? e não olhamos para além de nossos desejos (SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, Pai nosso, lembram?) as vezes o que nos leva a salvação, a vida eterna, esta em não ter o que queremos.

Nunca se decepcione com Deus, Ele não nos desampara nunca, mesmo quando achamos que sim, lá esta Ele por nós. Descansai nos Braços do Senhor.
 
                                                        Diác. Adriano Gomes
 
 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Missionários da Liturgia?



Monsenhor João Alves Guedes

 

          A Igreja está sempre nos recordando a incompatibilidade que há entre sermos cristãos e não sermos missionários. O ser do cristão se alimenta continuamente no ser missionário. A Igreja possui todos os ingredientes divinos e humanos para oferecer-nos suportes na realização de um trabalho pela construção do Reino, onde homens e mulheres tenham condições de crescerem como pessoas queridas e amadas do Pai do céu. A Igreja nos defende já em nossa concepção; recebe-nos como filhos; oferece-nos o Pão do Céu; unge-nos para termos forças e nos envia como trabalhadores de uma grande lavoura cuja produtividade e colheita podem correr perigos sem a nossa constante atividade. Esta lavoura é ampla, diversificada e oferece trabalho para todos. Há muitas tarefas desde a sala de nossa casa, na vizinhança, nas ruas, nas famílias e em todos os lugares do universo. Esta é a visão de conjunto no campo da missionariedade. Não podemos pensar que o trabalho missionário esteja longe. É claro que a missão continental e além fronteiras são preocupações de toda a Igreja.

          É sensato pensarmos com seriedade nossas atividades caseiras, paroquiais e arquidiocesanas não numa dimensão de excentricidade, mas de responsabilidade, tomando como meta a realidade do Corpo de Cristo, edificado pelos seres humanos espalhados pelo mundo inteiro mas que também estão muito perto de nós.

          Cada função contemplada nas Dimensões da Ação Evangelizadora é missão urgente. Neste sentido, qualquer encargo assumido com esforço, responsabilidade e doação contempla fortemente o apelo missionário da Igreja.

          As atividades voltadas para a Sagrada Liturgia, a pastoral litúrgica, as comissões diocesanas e paroquiais e o ensino da Liturgia continuam sendo uma preocupação da Igreja no cinquentenário da Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Liturgia.

               Há muito para plantarmos, cuidarmos e colhermos nesta lavoura do trabalho com a pastoral litúrgica recheada de aventuras. Parece que a pastoral litúrgica, que ainda não se tornou prioridade entre nós, é um vasto terreno de “missão”. Carecemos de muitos e excelentes “missionários” da liturgia. Afinal, o sujeito da missão se encontra em todas as pessoas oferecidas ao Pai no lenho da cruz pelo Cristo que venceu a morte, está vivo e ressuscitado, presente e atuante na vida e na história de cada pessoa e a Liturgia nos proporciona um encontro comunitário e pessoal com o Senhor que é o centro de toda ação litúrgica.

          Os cinquenta anos da Constituição Sacrosanctum Concilium poderia e deveria ser um espaço em nossa história eclesial que vive à luz do Concílio Vaticano II, um tempo de ação de graças, de reflexão, estudo e melhor estruturação de nossa caminhada litúrgica. Ação de graças pelo grande dom que o Espírito Santo nos deu através dos dezesseis documentos do Concílio, sendo a Sacrosanctum Concilium o primeiro a ser aprovado; reflexão e pedido de perdão por não termos caminhado mais e melhor em tudo o que nos trazem as determinações litúrgicas entre tantas outras provenientes do magistério da Igreja.

          O estudo da Liturgia precisa seguir as determinações da Igreja para os padres conhecerem com segurança as maravilhas do Deus Uno e Trino, a Virgem Maria e os Santos na mística das celebrações litúrgicas das quais eles são os presidentes. Graças a Deus, alguns institutos de formação dos padres estão levando a sério o estudo da Sagrada Liturgia.

          A melhor solução no serviço à pastoral litúrgica e na condução dos ritos que nos levam ao mistério celebrado, não é e nunca será um retorno ao passado e nem a invenção de um grande aparato de ritualismo sempre danoso à ação celebrada. O rito executado com segurança é a expressão segura da epifania do Mistério Pascal. É urgente a presença do indispensável bom senso para que se desenvolva o rito na utilização de uma simbologia exigida pela seriedade da ação celebrada. Quando se utilizam pessoas e objetos em demasia, sufoca-se o rito e a comunicação com o sagrado se dispersa. O equilíbrio e a sensatez não podem ficar fora do contexto amadurecido de uma ação litúrgica.

          O espírito e a ação missionários são ingredientes do nosso ser de cristãos. A Liturgia perpetua a ação de Jesus entre nós e nos fortalece para o serviço maduro e continuado.

          Todo e qualquer trabalho de um cristão tem que ser assumido como fonte de missão. A Liturgia emana uma fonte perene de graças; por isso, ela é uma fonte de missão e os operários das ações litúrgicas devem se sentir missionários.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O MUNDO POSSUI UM FRANCISCO




Monsenhor João Alves Guedes

 

Abre-se a porta do avião e milhares de olhos se voltam para um hóspede que desembarca num país chamado Brasil. Era o sumo pontífice, o santo Padre Francisco ou, simplesmente, o papa, o Bispo de Roma, como ele prefere ser chamado.

Ao caminhar para o cumprimento das pessoas, já podíamos perceber que se tratava de alguém dotado de equilíbrio poucas vezes apreciado.

O veículo que o conduzia era simples e de cor diferente dos demais.

O vidro aberto nos possibilitava ver Francisco que nos recomendava    abrirmos as portas do coração, dos ouvidos e da inteligência, porque grandes surpresas estavam para acontecer.

O povo vibrava.

Nem a incompetência das pessoas responsáveis pela segurança papal atrapalhava o doce homem de branco, Cristo entre nós. Aliás, uma leitura do que ele nos queria dizer com o vidro do carro aberto é forte demais.

Ao longo do percurso, iniciava-se um lindo ritual de tomar as crianças nos braços, neste país onde as crianças, os idosos e os pobres não encontram abertas muitas portas de casas, hospitais e escolas.

No encontro com as autoridades desta terra, Francisco revelou que trazia um presente para esta Nação, que, às vezes, bate nos fracos e protege os mais fortes. Ele trouxe Jesus Cristo.

Na cidade do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa que guarda tantas belezas e tantas pobrezas, era fácil vermos as bandeiras que tremulavam em cento setenta e cinco países-cores; os jovens repletos de brilhos, envolvidos pelas danças, que cantavam no frio e na chuva.

Não queríamos o “papa móvel”, mas o “papa imóvel”. Todos queriam tocá-lo e dizer: “Francisco, eu te amo, o Brasil e o mundo te amam.”

 No Santuário de Aparecida, Francisco falou com a Mãe e a Mãe certamente sorriu para ele. 

Na comunidade de Varginha e no hospital São Francisco, contemplamos um dos momentos fortes da presença de Francisco entre nós: o papa falou, caminhou, sorriu, emocionou, abraçou e abençoou muitos irmãos nossos, esquecidos da sociedade e vitimas das agruras das mais diversas necessidades. Como se sentirão os idosos, os jovens necessitados e as crianças depois que Francisco esteve com eles?

A exemplo do Francisco de Assis, nosso Francisco parecia chamar de irmãos os montes, as colinas, os pássaros, as praias, as ruas, mas guardava para as pessoas um aconchego especial.

As pessoas estavam deslumbradas: lágrimas brotavam de emoção em milhares de faces. Os corações batiam mais forte. O céu parecia estar mais vizinho de todas as pessoas. O Campo da Fé, local anteriormente programado para receber os peregrinos e o Papa, estava repleto de lama. Ninguém previu  que poderia chover ?!..Então, lembrou-se de Copacabana; ah, Copacabana! Ali, sempre existiu um campo de beleza, de ternura, de cantos e encontros, de versos e poesia. Naquele lugar atapetado pela areia e enfeitado pelas águas quase dez milhões de pessoas se aglomerou durante as quatro celebrações do Papa Francisco. O coração do povo se alegrava, a fé aumentava, renascia a esperança e o desejo de “ver” o céu amadurecia.

Nunca vimos na história do Rio de Janeiro tanta gente reunida cantando, rezando, vibrando e silenciando em momentos divinos quando a Trindade Santa falou através do barulho das ondas do mar. Quase quatro milhões de pessoas de todas as partes do mundo, presentes naquele histórico domingo de sol, sentia o amor de Deus agindo fortemente na história da humanidade de hoje, escrita com lágrimas, sangue e morte de tantos irmãos nos diversos continentes.

Como os momentos de transfiguração passam rápido e o Tabor não é morada definitiva, o Papa Francisco começava suas despedidas, no feliz domingo dia 28 de julho de 2013, na maior celebração da missa de envio. Todos os homens e mulheres presentes e ausentes foram enviados a buscarem a cultura do encontro.

 Vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores, chefes das Nações, principalmente do Brasil não podem cultivar uma cultura em que existam privilegiados recebendo honras, glórias e fortunas em detrimento das dores do nosso povo, vítima da maldade da ganância do “ter mais”.

 A simplicidade deve estar presente na missão dos bispos e padres para que eles sigam ao encontro do povo de Deus a eles confiado. Não se mede a seriedade dos homens que receberam o sacramento da Ordem pela suntuosidade de vestes, carros e casas, mas pela nobreza da pobreza evangélica.

Finalmente, Francisco retornou à Cidade Eterna, com sua maleta que contém alguns objetos e que, com certeza, levou, no coração, todos nós que o vimos e o ouvimos.

O Brasil, depois do Papa Francisco ter pisado em nossa terra, precisa ser melhor. Você e eu precisamos ser melhores.

Abençoe-nos, querido Papa Francisco, porque nós já o abençoamos.             

   

  (¹) Monsenhor João Alves Guedes – Escritor, Professor, Assessor de Liturgia do Regional Leste 1 da CNBB e Pároco da Igreja São Lourenço de Niterói RJ